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Penso que todo pai de primeira viagem fica preocupado em qual conjuntura seu filho nascerá. Eu, como muitos outros que vieram antes de mim, sempre acreditei no mito de que o Brasil é “o país do futuro”. Mas estaria mentindo para o meu rebento se continuasse a afirmar o que um dia meu pai me disse - e que certamente o meu avô já havia dito para ele – a tal história de que este país tem jeito. Reflita comigo?
Enquanto na parte superior do globo temos desenvolvimento de tecnologia, no Brasil meu filho nascerá, literalmente, às escuras. É o ano do
“apagão”. O responsável, que um dia foi ateu, vai à televisão e convoca Deus para mandar chuva. E se não chover? Aí o meu filho, para economizar energia, ao invés de videogame e jogos de computador, terá de jogar pedrinha (sabe aquela que joga uma para cima e pega outra com a mesma mão?) com os amigos na calçada.
A área econômica no Brasil sempre foi uma grande festa. Só de meados de 90 para cá, tivemos uma ressaca que os analistas chamaram de “efeito tequila”. Para piorar a embriaguez, veio à vodca russa. E, já completamente embriagados, somos convidados a bailar um tango argentino, enquanto aguardamos que o resto do mundo invista aqui para que o próximo ritmo da economia mundial não seja o samba, regado à velha e boa cachaça. Mas vamos lá?
Sobre justiça não vou poder conversar com meu filho. Como é que eu vou justificar o fato de que o maior ladrão do Brasil é um juiz, o Lalau, e que as maiores atrocidades contra a nação são promovidas justamente por aqueles que o povo escolhe para representá-lo? Tudo isso, sem contar que, ao contrário do que acontece nas histórias em quadrinhos, no nosso país o bandido é sempre mais inteligente que o mocinho (qual mocinho mesmo, heim?).
E ainda tem aquela que o Brasil é o país do futebol. Na Copa do Mundo de 98, o galo francês cantou no toca do Lobo (Zagallo), que deu lugar a um técnico que foi engolido por Camarões nas olimpíadas. Chamaram o Leão que se engasgou com o Peru e pulou fora, depois perder para o canguru australiano. E o Felipão, que chegou para acabar com o reino animal, perde para Honduras. Dura é a nossa vida de torcedor!
E o Brasil tem jeito? Desculpa, filho, mas esta eu não vou poder te responder.
Elton Viana, pai de primeira viagem.
Sempre alimentei o sonho de ser mãe como uma benção especial de deus às mulheres. Por isso, quando aos 23 anos, fiz o primeiro teste de hcg e ele foi negativo minha frustração foi enorme. Sensação maior ao saber que no mesmo período uma prima minha havia engravidado. Eu já estava casada há dois anos, com minha carreira de professora encaminhada e curtia muito com meu marido a idéia de um bebê. Cerca de 40 dias após este primeiro exame, troquei de médico na ânsia de buscar respostas que não eram respondidas: por que eu não menstruava se não estava grávida? O que estava acontecendo?
Para minha benção encontrei mais que um médico, um amigo muito querido que ajudou a buscar estas respostas através de uma série de exames que alegaram uma grande desordem hormonal, que poderia indicar ovários policísticos. Então muito temerosa deste possível diagnóstico que indicaria dificuldades para conceber, fui realizar uma ecografia pélvica para verificar o estado de meus ovários e útero. Para minha enorme alegria e indescritível emoção, dividida com toda pompa e circunstância com a médica que conduzia o exame e sua equipe, eu estava com 5 semanas de gestação! A sensação mais maravilhosa do mundo foi sentida naquele momento e revivida no parto do joão vítor, meu pimpolho. Ou como ele, com 2a e 8 m se coloca, o homem de minha vida. Jamais imaginei e, hoje digo com toda propriedade, não existe nada que possa lhje trazer mais alegrias, mais emoções ternas, mais felicidade do que ter um filho.
Sabrina Garcez
Meu nome è Maraildes Scotto, tenho 29 anos, hoje moro na Itália.Estou na 34° semana de gravidez.Toda a minha vida mudou quando resolvi conhecer a Alemanha, férias inesquecíveis, só que com escala na Itália.Onde conheci o meu marido, tinha uma prima que era casada com um italiano e que morava aqui, escala e 6 horas em Roma e o encontro com a minha prima, a aventura de deixar tudo no Brasil (trabalho, família, faculdade) e viver uma nova experiência na minha vida.Tudo aconteceu em mais ou menos três meses, tempo da minha permissão de soggiorno da validade do meu bilhete aéreo para retorno.Foi justo no meu 1° dia de Itália oi eu o conheci e que me apaixonei. 3 meses de namoro e uma gravidez surpresa.Uma
decisão que iria mudar toda a minha vida, todos os meus planos, todos os meus sonhos (ou o que eu acreditava que fosse).O medo, a insegurança, o futuro.Uma
família nova que ate agora era para mim seria precipitado mais que è a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida.UM FILHO acredita que não existe palavra mais bonita e mais forte que esta.Não importa mais para mim uma careira e sucesso, hoje eu tenho uma nova família, um marido que me paparica com tudo e oi me dar uma vida de princesa e o mais importante de tudo è que em 5 ou 6 emanas eu vou dar a luz a um bebezinho saudável, que ir se chamar "Hendri".
Agora eu sei realmente o que significa sentir-se uma MULHER REALIZADA E FELIZ.
Maraildes Scotto, 29 anos - Itália
Oi, meu nome é Wesley Fernandes, tenho 17 anos, sou instrutor de
informática, gosto de tudo que é bom: amo minha família, adoro todas as músicas e pessoas que me fazem sentir bem.
Quando tinha 13 anos comecei a namorar uma garota que tinha 21 anos, até aí
quase tudo normal. Minha mãe sempre me disse pra tomar cuidado, mas além de muito novo, não pensava nas consequências. Foi a partir daí que começou a parte
diferente da minha vida. A garota engravidou, e eu fiquei desesperado, mas depois de conversar com minha mãe achei até legal. A parte ruim foi
quando ela perdeu o bebê com 4 meses de gestação. Não bastando isso, 3 meses depois ela engravidou de novo. Minha mãe ficou chateada, com razão, pois ela pediu tanto para
tomarmos cuidado e não tomamos, mas depois ela se acalmou e nós começamos a gostar.
Quando o bebê nasceu minha mãe chegou chorando em casa e disse que a minha filha tinha nascido
com problemas e estava na U.T.I. Fiquei muito triste mas depois conseguimos juntar forças para
lutarmos pela vida de nossa bebê. Ela viveu 2 meses e 4 dias no hospital e se foi. Eu chorei muito
e não acreditava que tinha perdido minha filha. Lembro até hoje dos únicos dias que ela percebia nossa
presença. Infelizmente a causa de tudo isso foi a negligência dos médicos que deixaram minha filha
passar da hora de nascer, e ela nasceu com falta de oxigênio no cérebro.Dois meses depois, a garota ficou grávida de novo.Minha mãe quase enlouqueceu e eu fiquei
desnorteado e quando o choque passou, passamos a mais uma vez gostar daquele momento.
A gestação foi normal, como todas as outras. A criança nasceu e nós não acreditávamos que
nosso bebê estava bem e estava conosco em casa. Nessa época eu e a mãe das crianças
já não estávamos namorando, e eu já estava namorando com outra garota. Minha filha andava meio
fraquinha e minha mãe resolveu levá-la no médico, e ela já ficou internada. Ela só ficou 11 dias
em casa e o resto de sua vida ela ficou no hospital, ela só viveu 23 dias. Os médicos
alegaram que houve um problema genético causado por genes defeituosos. Foi muito triste suportar
tudo isso, porque além de ser muito jovem, aconteceu muita coisa ruim em muito pouco tempo.
Com ajuda da minha mãe (Maria Helena), e da minha ex-namorada(Lara Coninck) e principalmente de Deus,
consegui melhorar, e hoje já superei tudo o que passou. A mãe das crianças também já se recuperou e hoje ela mora em outra casa.
Essa é uma história real contada e vivida por um jovem de 17 anos que já passou por muita coisa e
que gostaria que todos pensassem antes de fazer alguma coisa.
Wesley Fernandes, 17 anos
Olá, meu nome é Érika Faria, tenho 20 anos, trabalho com telecomunicações internacionais na área de suporte-ao-cliente, tenho o segundo grau completo, tenho uma filha de 5 anos que se chama Byanka de Faria Bordin e adoro dançar.
Fiquei grávida em fevereiro de 1.995 quando ainda tinha 14 anos, mas apesar da idade, psicologicamente eu estava amadurecida e já tinha consciência da importância de um filho na vida de uma mulher. Em poucas palavras a minha filha foi e continua sendo a melhor acontecimento na minha vida. Foi quando eu descobri a verdadeira grandiosidade de Deus, apesar de ter sido sempre uma pessoa muito carinhosa e dedicada com a minha família não imaginava que algo tão sublime poderia me invadir , me mostrando que o amor e a dedicação não tem limites.
Existem inúmeras formas de amar. Mas ao meu ver um ser reconhece o verdadeiro amor quando se deixa envolver pela
maternidade. É um amor como dizia Jesus na bíblia “amar ao próximo como à si mesmo, sem esperar nada em troca ”. Porque na verdade é parte de si que você vê
crescer, tomar formas e nascer.
Esta experiência foi tão gratificante que hoje com um pouco mais de experiência resolvi repetir. Estou grávida de 24 semanas e já sei que é uma menina e que deve nascer no final de abril e isso faz sentir-me imensamente
feliz.
Erika Faria, 20 anos
“Um dos momentos que marcaram minha gestação (ainda estou no início) foi o momento em que recebi, via fax, o resultado do exame. Eu peguei o fax virado e ao virá-lo vi o resultado positivo e uma imensa alegria encheu todo o meu ser. Tive vontade de gritar, de chorar e contar para todo mundo que eu estava esperando um filho de alguém que tanto amo. Não contei para ninguém, porque eu queria que a primeira pessoa que soubesse do resultado fosse meu marido, e no momento exato em que estávamos juntos em nossa casa, mostrei o resultado para ele e nós dois choramos de alegria.
Esse foi um momento maravilhoso em minha vida que jamais irei esquecer. Um dia fiz uma cirurgia em que perdi uma das trompas e cheguei a pensar que não pudesse ter filhos com facilidade. Esse nenezinho é, sem dúvida, uma benção em nossas vidas.”
Célia Akemi Ikuno Ríbolla - 31 anos
“O meu melhor momento da Maternidade.....foram muitos!!!
O primeiro dia foi quando contei para meu marido: coloquei em uma bandeja duas taças,uma champagne, o exame e um par de sapatinho de bebê. Pedi para o porteiro avisá-lo que tinha uma entrega na porta. Quando ele foi ver, não voltava. Ficou perplexo! A felicidade dele era tanta que me contagiou; me abraçava, me beijava e chorava tanto que isso me marcou muito pois a partir daquele dia, sabíamos que íamos ser uma família.
Na minha gravidez me sentia muito bem disposta, me achava bonita e curti muito a barriga.
Adorei a fase de montar o quarto, fazer enxoval, fazer curso, ser paparicada...., enfim, me preparar por completo para a chegada dela: tudo tinha que estar perfeito!!!
Não tive medo em momento algum. Sempre conversava com ela, fazia carinho e comia tudo que sabia que fazia bem para ela.
Quando fiu para o Hospital foi uma festa, toda a família participou! Fiquei em trabalho de parto 11 horas.
Meu marido me deu muita segurança, não me deixou nem um minuto: fazia massagem, carinho, me deu muita força.
Uma sensação muito legal, foi o momento do parto; quando ela saiu eu senti prazer e não dor.
Quando colocaram ela em cima de mim, eu e meu marido nos emocionamos muito. Logo em seguida deram ela para meu marido dar banho. Foi uma cena linda e marcante.
Para mim era o primeiro contato, a ligação entre pai e filha.”
Adriana Longhini Spinelli - 33 anos
“A maternidade é uma sucessão de milagres ( o significado de milagre no dicionário é: coisa admirável pela sua grandeza ou perfeição; maravilha). Desde a formação desse novo ser, acompanhamos com emoção as imagens no ultrassom e as sensações de movimento no próprio ventre... até o parto, que é o ápice: dar à luz, trazer ao mundo uma parte de nós mesmos. Ouvir aquele choro, olhar para seu rosto e toca-lo pela primeira vez, talvez seja o milagre maior!
Mas, como a natureza é surpreendente e perfeita, vem um novo milagre: amamentar. A mãe é capaz de produzir o sustento daquele ser que já não está mais dentro dela. São momentos únicos de contato íntimo e profundo, que trazem prazer e segurança para mãe e filho. Depois, vê-lo crescer, adquirir habilidades, descobrir o mundo, sempre sob seu olhar: é a continuação do milagre....
Sem dúvida nenhuma a maternidade nos torna um pouco divina. É a melhor experiência pela qual podemos passar.”
Macarena Urrestarazú Devincenzi - 29 anos
“Quando fiquei grávida da minha primeira filha, era muito jovem mas mesmo assim sentia uma força grande, pois tinha dentro do meu ventre um ser que dependia de mim para viver. Desde o meu primeiro mês de gestação, só pensava na minha filha em primeiro lugar.
Durante toda a gestação me sentia a mulher mais bonita do mundo e feliz, pois estava num estado de glória.
Quando soube que era menina pelo exame de ultrassom e vi aquela criança dentro de mim com o dedinho na boca, senti uma emoção tão grande que comecei a chorar junto com meu marido porque a partir daquele momento acho que ele se deu conta que ia ser pai.
No dia do seu nascimento, para ser sincera, estava com um pouco de medo, mas ao mesmo tempo muito emocionada porque ia nascer a minha filha. Medo porque eu não sabia o que vinha pela frente, mas logo vi que ia tirar de letra.
Já a minha segunda e terceira gravidez foram mais tranqüilas pois já sabia como era tudo e o que ia acontecer.
Particularmente na segunda gravidez tive uma emoção muito grande quando fiz o meu último exame de ultrassom pois consegui ver o meu filho com muita clareza no visor do aparelho. É uma sensação maravilhosa!
Na terceira gravidez não quis saber que sexo ia ter o bebê e isso foi muito bom pois no dia do parto foi uma emoção a mais. Quando o médico falou que era uma menina o meu coração foi a um milhão, uma sensação para nunca esquecer.
Eu particularmente adorei estar grávida. Sempre depois do parto sentia um pouco de depressão, pois queria a minha barriga de volta, que é a melhor coisa que tem no mundo.
Acho que cada gravidez tem sua particularidade, mas as três foram a melhor coisa que aconteceu na minha vida.”
Marina Malta Farina - 29 anos
“As Gestações da Mãe de Meus Filhos:
Sim, eu me lembro muito bem da sensação de alegria expectante vivida durante as gestações. Já ao percebe-la grávida, fiquei exultante. Algumas mudanças que se sucederam, mesmo na segunda gestação, geraram dúvidas que foram respondidas pelo médico. De fato cada vez é diferente...
Observei, durante o período de desenvolvimento do bebê que toda a atenção dela voltou-se para tornar o nosso lar mais acolhedor para o novo hóspede. E quando finalmente chegou o dia, Nossa!.... Fiquei todo atrapalhado. Apesar de ter planejado substituições e coberturas, sempre surgiam imprevistos. Ainda bem que as pessoas ficam compreensivas nestas datas. Sem dúvidas, acompanha-la à sala de parto, segurar sua mão e presenciar a chegada dos filhos, foi das experiências mais intensas e marcantes de minha vida. Hoje, tenho curtido outros aspectos relativos a interação com os pequenos. Quem sabe não falaremos disso depois?”
Newton José Fernandes Cavalcante
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