Considera-se infértil o casal que tem vida sexual ativa sem evitar a gestação por um período de pelo menos 9-12 meses, sem haver gravidez. 
Entre os casais que mantêm relações sexuais sem uso de contraceptivo, 25% das mulheres conceberão no primeiro mês, 60% dentro de seis meses, 75% dentro de nove meses, 80% dentro um ano e 90% dentro de 18 meses.

Depois da ovulação, um óvulo só pode ser fertilizado entre 12 e 14 horas aproximadamente.
O dia fértil não é a coisa mais importante. É necessário saber se o homem é fértil, se as trompas não estão entupidas, ou se existem outros fatores impedindo a gestação.
A mulher geralmente está fértil 14 dias antes da próxima menstruação.

A fertilidade varia de pessoa para pessoa e em diferentes estágios da vida. A fertilidade de homens e mulheres chega ao auge aos 24 anos.


Não é fácil para um casal procurar descobrir se ambos são realmente estéreis. A maioria dos casais que pensa ser estéril é, na verdade, semi-estéril e, com ajuda, pode conceber com sucesso. Se a fertilidade de ambos é marginal, a concepção pode não ocorrer, mas, se a de um deles tiver níveis elevados, ainda há possibilidade de concepção.

Cerca de 15% dos casais são inférteis. O fator masculino contribui, isoladamente, em 30% dos casos. Uma combinação de fatores masculino e feminino existe em 20% dos casos. Portanto, o fator masculino contribui para a falência reprodutiva em 50% dos casais inférteis.
O entendimento errôneo de que a infertilidade é problema da mulher deixou o homem desatento.
As técnicas de reprodução assistida avançam a cada dia, “driblando” os problemas de quem não consegue ter filhos, mas um simples exame dos testículos nos primeiros anos da infância pode evitar as dificuldades e os altos custos desses tratamentos no futuro.

O ideal é que os meninos sejam avaliados nos primeiros anos da infância pelo pediatra.
Muitos fatores influenciam a fertilidade de um casal: idade do homem, idade da mulher, freqüência e técnica do coito; uso de lubrificantes vaginais; passado de doenças sexualmente transmissíveis; exposição a produtos tóxicos ambientais ou a certos medicamentos, coexistência de algumas doenças; fumo, bebida e estresse; várias causas específicas de infertilidade e outras tantas desconhecidas.


A infertilidade masculina é definida como a incapacidade de engravidar a parceira após 1 ano de relações sexuais, não protegida, freqüentes. Não confundir com esterilidade, que é definida como a incapacidade definitiva de engravidar a parceira.

A esterilidade é um tema delicado e ainda parece estar ligada a idéia de virilidade. É uma pena, pois ambos não tem qualquer tipo de ligação. O espermatozóide de um homem pode ser incapaz de fertilizar um óvulo e mesmo assim, ele pode ser um excelente amante. Em contrapartida, um homem pode ter espermatozóides perfeitos e férteis e ser incapaz de fazer amor com uma mulher.

Causas da infertilidade Masculina:
Os problemas masculinos incluem a completa incapacidade dos testículos ( felizmente, muito rara); 
Anormalidades como hidrocele ou varicocele, que inibem a produção de espermatozóides; impotência; 
Ejaculação precoce ou capacidade de sustentar uma ereção.
Somando-se a isso, uma válvula na base da bexiga deve fechar durante a ejaculação. Se houver falha neste procedimento, o sêmem será ejaculado para trás, dentro da bexiga, e não através da uretra. Esta ejaculação invertida ocorre mais comumente em homens diabéticos que fizeram cirurgia da uretra.

A incapacidade de conceber apresentada pelas mulheres têm tido grandes avanços nos últimos anos, tanto do ponto de vista de diagnósticos, quanto no de tratamentos. As causas tendem a se enquadrar em quatro categorias, todas elas tratadas com vários graus de sucesso.








Causas da infertilidade Feminina:
Quando o muco é denso e o espermatozóide não consegue nadar através dele ou quando o muco contém anticorpos que atacam o espermatozóide;
As trompas de Falópio, uma ou ambas, podem estar bloqueadas ou danificadas, impedindo o encontro do espermatozóide com o óvulo;
Os ovários podem falhar na produção de óvulos ou tornarem-se incapazes de liberá-los em conseqüência de cicatrizes ou aderências;
O útero pode ser afetado pela fibrose e seu revestimento ser atacado pela endometriose.

Antes do diagnóstico de esterilidade e do encaminhamento a uma clínica especializada, seu médico conversará com você sobre sua saúde e sobre sua vida sexual. Ele perguntará sua idade, há quanto tempo você e seu parceiro vêm tentando um bebê, se você já teve filho co outra pessoa, se algum de vocês fuma, bebe ou usa drogas, se você está tomando algum tipo de medicamento, se já teve alguma doença séria ou cirurgia, como são seus períodos menstruais e com que freqüência tem relação sexual.

Entre 85% e 90% dos casos de infertilidade podem ser tratados com terapia convencional, como medicamentos e microcirurgias.
Algumas pessoas, acabam pulando as alternativas clássicas e partindo direto para a fertilização em vitro, o que nem sempre é necessário.
A desinformação e a ansiedade são os principais inimigos de casais inférteis que procuram ajuda da medicina reprodutiva.

Dicas para escolher o melhor tratamento para a infertilidade:

- Tenha paciência; evite submeter-se a tratamentos antes de pelo menos um ano de tentativas de engravidar naturalmente.
- Procure a indicação de um médico de confiança, mesmo que não seja da área de fertilidade.
- Leia bastante sobre o tema e contenha a ansiedade.
- Visite várias clínicas e converse pessoalmente com os médicos.
- Informe-se sobre o passado do médico, converse com outros pacientes.
- Não se deixe enganar por ostentação
- Seja perceptivo para avaliar a honestidade e a ética de cada médico.
- Exija um diagnóstico detalhado da causa da infertilidade e pergunte sobre todas as possibilidades de tratamento.
- O homem e a mulher devem ser avaliados em todos os casos.
- Procure sempre uma segunda opinião antes de iniciar qualquer tratamento.


Fontes: Concepção, gravidez e nascimento- Dra. Miriam Stoppard – d. Globo
O Estado de S. Paulo – Fertilização assistida começa a virar mania – 15/07/01
Folha de S. Paulo – Homem pode prevenir a infertilidade – 15/07/01

Teste permite verificar fertilidade em casa

Um teste para homens e mulheres verificarem em casa se têm problemas de fertilidade foi desenvolvido por um grupo de pesquisadores ingleses da Universidade de Birmingham, em conjunto com o laboratório Genosis.
A versão masculina do Fertell foi apresentada ontem, (02/07/01)durante o 17o. Encontro da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia, que ocorre na cidade de Lausanne, na Suíça.
Os testes ainda não estão no mercado. Um dos pesquisadores, Christopher Barrat, disse que a previsão é que eles estejam disponíveis, pelo menos na Inglaterra, em fevereiro do próximo ano. Mas Barrat não soube informar quando o teste chegará a outros mercados e quais serão os preços.
De acordo com o pesquisador, a intenção é acabar principalmente com o “constrangimento” dos homens que têm de procurar clínicas para verificar, por meio de amostras de sêmen, se estão com problemas de infertilidade.
Esse teste de fertilidade é capaz de cobrir até 95% dos problemas masculinos de reprodução, informou o cientista.
O teste imita a temperatura do corpo feminino. Depois do depósito da amostra de sêmen, é preciso apertar um botão para ativar uma coluna artificial de muco cervical, que é aquecida até 37o.C.
Somente os espermatozóides ativos conseguem se movimentar pela coluna de muco até serem captados em um determinado ponto. Se eles forem suficientemente móveis, uma linha vermelha aparecerá no teste.
Nas mulheres, o teste é realizado com a urina, e mede a quantidade de FSH – o hormônio fólico-estimulante-, indicador da reserva de óvulos.
“Nos homens, o teste leva até 40 minutos. Nas mulheres, são 15 minutos”, disse Barrat após a apresentação. Os produtos, experimentados por 118 homens e 243 mulheres, segundo o cientista, têm um visual muito parecido com os dos testes de gravidez que existem nas farmácias. As experiências com os produtos ocorrem na Inglaterra e nos USA.

Matéria da Folha de S. Paulo – Cotidiano – 03/07/01 – Fabiane Leite.

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