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Dores
nas Costas
Com a
proximidade do parto, as dores nas costas tendem a aumentar. Além do
peso da barriga, as articulações da bacia se afrouxam para facilitar a
passagem do bebê. A falta de ar costuma diminuir um pouco nesta fase
pois o bebê começa a descer um pouco e deixa de comprimir o diafragma
e os pulmões
Neste período
você se sentirá irritada e cansada da gravidez. Parece que faz séculos
que o bebê está em seu ventre, e você anseia para que tudo termine e
você possa estar com seu bebê nos braços.
As contrações
devem estar mais freqüentes. Elas pressionam a cabeça do bebê contra
o colo do útero, fazendo-o dilatar-se com mais facilidade.
Amamentação
- Até Quando?
O ideal é
oferecer o leite materno até o quarto ou sexto mês como alimento
exclusivo, isto é, sem água, suco, chá, sopa, fruta, etc.
O leite
materno diminui os riscos de câncer de mama. O
leite mais nutritivo vem após alguns minutos de mamada.
O
Cérebro do Bebê
Embora a
organização do cérebro seja programada geneticamente, seu
funcionamento depende das sinapses, que se estabelecem com o auxílio de
substâncias químicas chamadas neurotransmissores. As emoções
vivenciadas por você e pelo bebê durante a gestação influenciam a
produção desses neurotransmissores, com conseqüências futuras sobre
o comportamento.
Está
chegando a hora
O período
pré-natal pode terminar a qualquer momento depois das 38 semanas.
Sua mala e
a do bebê devem estar prontas com todos os objetos e roupas que serão
utilizados no hospital. Já tenha em mãos também, o pedido do médico
para internação e todos os documentos necessários.
As cólicas
do bebê
Não sendo fome, frio ou
calor, podemos estar diante de alguma dor e nos três primeiros meses é
bem provável se tratar de cólicas.
Elas se caracterizam por uma certa periodicidade e por aparecer em
determinadas horas do dia, especialmente a partir do fim da tarde,
quando a temperatura começa a cair.
Seu aparecimento pode estar ligado a ansiedade e insegurança dos pais,
ou a uma rotina confusa e um ambiente agitado.
Coloque o bebê de bruços, aquecendo seu abdome. Faça massagens
suaves, depois de ter aquecido suas mãos. A fim de que elas possam
deslizar melhor sobre o corpinho do bebê, passe óleo de amêndoas nas
mesmas. Comprima as perninhas do bebê lentamente sobre o abdome e então
estique-as novamente, várias vezes. Esse exercício pode ajudar na
eliminação de gases, diminuindo as cólicas.
As cólicas podem piorar com a oferta de mamada, embora o bebê possa
procurar o seio em momentos de dor. Ao contrário do que muitas pessoas
possam lhe “recomendar”, o uso de chás não irá melhorar as cólicas
de seu bebê. Pelo contrário, ele pode se engasgar e engolir mais ar,
piorando a situação.
O uso de medicamentos, deve ficar a critério do pediatra.
Fique preocupada
quando ...
Caso seu bebê apresente uma das situações
abaixo, entre em contato com o seu pediatra:
-
Irritabilidade de causa
desconhecida;
-
Temperatura superior a
37,5o C;
-
Vômitos;
-
Diarréia;
-
Menos de seis fraldas
molhadas por dia;
-
Desinteresse pela
alimentação;
Soluços e espirros são
manifestações normais e não precisam de maiores cuidados.
Mais
três bons
motivos para amamentar
-
Amamentar acalma e dá segurança ao bebê.
- Amamentar ajuda na contração do útero,
fazendo com que ele volte mais rapidamente
ao seu tamanho normal.
- Amamentar ajuda a emagrecer
Icterícia
É uma coloração amarelada
da pele que ocorre normalmente em pouco mais da metade dos recém-nascidos.
Ela é causada por um pigmento de cor amarelada, produzido normalmente
no organismo. Quando os recém-nascidos não conseguem eliminar
totalmente esta substância, o excesso se deposita na pele.
Geralmente ela aparece a partir das primeiras 48 horas, podendo
tornar-se mais intensa a partir do terceiro ou quarto dia.
A icterícia não é uma doença e não é transmitida de um bebê para
outro. É um fenômeno próprio de cada recém-nascido.
Na maioria dos casos, só a observação do bebê é necessária.
Somente a partir de um certo grau e dependendo do peso e da idade em
dias do bebê, é que se faz necessário o “banho de luz” para
facilitar a eliminação dessa substância (bilirrubina).
Sinais
de aproximação do parto
Queda do
ventre, vestígio de sangue ou rolha mucosa, ruptura da bolsa d’água,
contrações ( 2 a cada 10 minutos, no período de uma hora).
Teste do Pezinho
Teste de Triagem
Neonatal
Doenças Congênitas
Doenças congênitas são aquelas presentes ao
nascimento. Em algumas doenças congênitas, a alteração está no
metabolismo da criança e não no seu aspecto, que em alguns casos, se
apresenta normal ao nascer. Nesses casos, o diagnóstico só pode ser
feito no recém –nascido através da aplicação de exames especiais,
denominados “testes de triagem neonatal”. Este diagnóstico é
especialmente importante nas inúmeras doenças metabólicas que são
tratáveis, uma vez que a identificação precoce permite a introdução
de um tratamento apropriado, que pode evitar o aparecimento dos sintomas
(deficiência mental, retardo de crescimento ou outras alterações
dependendo da doença.)
O diagnóstico é realizado através da coleta de sangue do bebê feita
a partir de uma gota de sangue do calcanhar. A coleta pode ser feita em
qualquer idade a partir do 7o. dia de vida ( antes disso os resultados
podem não ser confiáveis), mas deve ser feito o mais cedo possível,
para que o tratamento, caso necessário, seja mais eficaz.
O exame é enviado à APAE para análise. Como as crianças podem nascer
aparentemente normais, a detecção precoce destas doenças é muito
importante.
Clique aqui para
saber mais sobre essas doenças
Não deixe de ler
também:
A
Arte de Amamentar
Dicas
de Amamentação
Aleitamento
Materno
Puerpério ou
Pós-Parto
É o período pós parto, que
começa logo após o nascimento do bebê e estende-se até, mais ou
menos, 40 dias após o nascimento do bebê.
Imediatamente após o parto, a equipe da maternidade ficará atenta aos
seus sinais vitais, involução uterina e sangramento vaginal por,
aproximadamente, 6 horas. Quando suas condições estiverem todas
normalizadas, seu bebê será levado para a primeira mamada.
O sangramento vaginal inicialmente será vermelho, ficando rosado até
tornar-se um líquido amarelado ou esbranquiçado, que desaparecerá num
período de quatro a seis semanas.
As contrações podem ser sentidas por vários dias pois o útero
estará se contraindo para voltar ao tamanho normal. Essas contrações
podem ser mais intensas durante a amamentação porque o estímulo dos
mamilos, provocado pelo bebê ao mamar, libera um hormônio chamado
ocitocina, responsável pela contração uterina.
Logo após o parto, pode haver inchaço, principalmente nas pernas,
devido à redistribuição de líquidos no organismo e também a um
aumento da quantidade de hormônio chamado prolactina, que age na
produção do leite. Este edema, desaparece normalmente em 2 ou 3 dias.
A episiotomia pode ser desconfortável nos primeiros dias. É muito
importante manter a região sempre limpa, lavá-la com água e sabão e
trocar os absorventes íntimos com freqüência. Esses cuidados devem sr
mantidos até o final do sangramento.
A menstruação pode voltar a qualquer momento, mas se você estiver
amamentando adequadamente, isso demorará mais para acontecer.
A tristeza e uma leve depressão, são comuns após o parto e podem
estar ligadas à súbita queda dos níveis hormonais, à fadiga ou
outras causa. É importante que você expresse seus sentimentos e
angústias para as pessoas que estão mais próximas. Só assim elas
terão a oportunidade de poder estar lhe ajudando.
O obstetra deve ser procurado após o parto, independentemente do
retorno estabelecido por ele, se ocorrer algum destes sintomas: perda de
coágulos de sangue de cor viva, febre, corrimento vaginal cm odor
forte, dor no abdome, mamas ou na incisão cirúrgica, depressão forte
e prolongada.
Depressão
Pós-Parto
Embora o nascimento de um
filho seja um momento de realizações e alegrias para as mulheres,
grande parte passa por alguma forma de depressão após o nascimento do
bebê.
Na maioria dos casos, o problema é ameno e se resolve sem precisar de
tratamento. É o caso de mulheres que por um curto período de tempo
ficam mais sensíveis, cansadas e choronas.
Há vários níveis de depressão relacionada ao nascimento do bebê. A
mais comum é a Baby-Blues. Ela atinge de 20% a 30% das mulheres por
volta do terceiro ou quarto dia após o parto. A causa geralmente é
hormonal. A mãe fica irritada, chorona e levemente deprimida. É um
problema transitório, não requer tratamento.
Quando esses sintomas somam-se a outros, persistem e parecem piorar com
o tempo, caracteriza-se a depressão puerperal, mais severa e que afeta
uma em cada 10 mães. Seu surgimento é mais freqüente no 3º ou 4º mês
após o parto. Na depressão puerperal, a mulher pode ficar muito
desanimada, apática ou ansiosa, ter excesso de sono ou insônia, falta
de desejo sexual, medos, sensação d estar falhando como mãe, ter
pensamentos obsessivos e sentimentos ambivalentes em relação ao bebê.
Essa depressão, além de causas hormonais, pode ser provocada por
fatores sociais. Precisa ser tratada com antidepressivos, que corrigem o
metabolismo cerebral, além de terapia.
Quem tiver depressão puerperal uma vez, tem grande chance de
desenvolve-la novamente nos próximos partos e mesmo durante a próxima
gravidez. Daí a importância do tratamento.
Há ainda um outro estágio de depressão, mais raro e grave, que é a
psicose pós-parto. Tem origem numa disfunção biológica. A mãe pode
ter reações ainda mais intensas e precisa de supervisão nos cuidados
com o bebê, pois há o risco de causar-lhe algum dano físico. Nesses
casos, o tratamento pode exigir internação hospitalar e afastamento do
bebê, para acelerar a recuperação.
Os antidepressivos podem ser dados sem ter que interromper o aleitamento
e até mesmo ser tomados durante a gestação. O importante é a mãe e
os familiares à sua volta não resistirem à necessidade do tratamento,
já que assim a mulher pode se recuperar mais rápido, mantendo o vínculo
cm o bebê.
É que a criança, nos primeiros meses, tem uma maturação cerebral
muito rápida, também influenciada pelos estímulos maternos. E esses
estímulos, dependendo da situação, podem ser os primeiros a faltar
quando a mãe se deprime.
topo
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