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DESENVOLVIMENTO FETAL: Até o final da 15a  semana, os principais órgãos do bebê já estão formados. A bolsa d’água e a placenta que está dentro dela dão sustentação à vida intra-uterina do bebê.

EXAMES: Caso seja necessário, já é possível realizar um exame de amniocentese.

MUDANÇAS NO SEU CORPO: Seus mamilos podem começar a escurecer e ficar ainda mais sensíveis.

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Modelo Americano de Parto
é Criticado em Conferência

As mulheres brasileiras continuam parindo como parem as norte-americanas. O que pode parecer um luxo significa que mãe e bebê estão sofrendo mais, correndo maior risco de vida, e o país gastando mais do que precisaria. O modelo americano de parto e nascimento, considerado um dos mais medicalizados e intervencionistas, continua vigente na grande das maternidades brasileiras privadas.

O modelo norte-americano de parto, que já foi considerado ideal, nunca foi adotado na Europa e no Canadá. “O alto índice de cesáreas e a excessiva medicalização do parto aumenta a mortalidade materna e a perinatal, de bebês de até um ano”, diz o obstetra Marcos Leite dos Santos, da maternidade da Universidade Federal de Santa Catarina. Santos faz parte da coordenação nacional da Rehuna, Rede Nacional pela Humanização do Parto.

Segundo seus dados, os EUA têm uma taxa de cesárea de 26%, contra 8% na Holanda. No Brasil, a taxa é de 56%, considerando hospitais públicos e privados.

A taxa de cesárea é apenas um dos itens criticado pelos que defendem o chamado parto humanizado. “Uma série de procedimentos adotados de rotina não encontram nenhuma justificativa médica”, diz Santos. Além do desconforto para a mulher, as práticas dobram os custos do parto.

O movimento contra a medicalização do nascimento tem o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e vem sendo defendido pelo Ministério da Saúde. A OMS lista uma série de práticas que considera “danosas ou ineficazes e que devem ser eliminadas”da rotina. Entre elas estão a raspagem dos pelos pubianos, a lavagem intestinal e o parto deitado, sem mudanças de posição.

Também desaconselha a restrição de alimentos e líquidos durante o trabalho de parto, exames vaginais freqüentes e repetidos, feitos por mais de um profissional de saúde, e o uso rotineiro de episiotomia, o corte do períneo para ampliar a vulva.

Apesar de todos os prós, “a resistência ao parto humanizado ainda é grande, mesmo entre os obstetras”, diz João Batista Marinho de Castro Lima, da Maternidade Sofia Feldman, de Belo Horizonte. O Hospital foi criado em 1982 seguindo todos os preceitos do nascimento humanizado. Foi a primeira maternidade brasileira a adotar as “doulas”, voluntárias treinadas para acompanhar as gestantes durante o parto.

Em São Paulo, o Hospital Santa Marcelina, da zona leste,  adotou no mês passado “doulas” voluntárias treinadas.

Em outra frente, o projeto Qualis, de Saúde da Família, implantou em Sapopemba (zona sudeste) a primeira Casa de Parto da rede pública, onde as mulheres dão à luz sem a presença de médicos.

Em Recife, a ONG Curumim acaba de publicar com o Ministério da Saúde uma cartilha destinada às parteiras tradicionais. “Só em Pernambuco são 3.000 parteiras cadastradas”,  diz Paula Viana, enfermeira, parteira domiciliar e uma das diretoras e fundadoras do Curumim e do Rehuna.

Fonte: Folha de São Paulo – Matéria de Aureliano Biancarelli – Novembro/2.000

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500 mil mães morrem
por ano no mundo

Quase metade das mulheres que vivem nos países em desenvolvimento não recebe nenhum tipo de assistência profissional na hora do parto. Relatório anual da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a situação da população mundial mostra que, nesses países, 47% dos nascimentos (52,4 milhões por ano) não são assistidos por profissionais de saúde. De acordo com o documento, 30% das grávidas nessas regiões (38 milhões por ano) não contam com nenhum tipo de cuidado pré-natal. Esses números são estimativas feitas pela ONU a partir de dados enviados pelos países.A falta de atendimento pré-natal e de assistência na hora do parto é a principal responsável pelas 500 mil mortes maternas registradas a cada ano nos países em desenvolvimento. O relatório mostra que a maioria das mortes (61%) ocorre após o parto, em razão de hemorragias, distúrbios relacionados à hipertensão e septicemia – e 24% ocorrem durante a gravidez. O documento ressalta a importância da presença de profissionais de saúde na hora do parto e do pré-natal, bem como dos cuidados com a higiene e o planejamento familiar.
Outro grave problema de saúde feminina é o aborto, especialmente nos países menos desenvolvidos. De acordo com a ONU, a cada ano são realizados 50 milhões de abortos em todo o mundo, o que resulta na morte de 78 mil mulheres, além de problemas e sofrimento em milhões delas. O relatório mostra que pelo menos 20 milhões de abortos são feitos sem nenhum tipo de segurança e um quarto das mulheres que se submetem a esse tipo de procedimento tem entre 15 e 19 anos. Na avaliação dos especialistas da ONU, cuidados básicos reduziriam essas mortes em até 50%. O relatório revela ainda que o planejamento familiar é repudiado por muitos homens, que o encaram como uma perda de controle sobre a fertilidade feminina. Estima-se que atualmente, cerca de um terço de todas as gestações (80 milhões por ano) são indesejadas ou ocorrem em um momento considerado errado da vida da mulher.O documento no entanto, aponta uma tendência de melhora nessa situação. Estudos feitos em diversos locais mostram que, ao longo dos próximos 15 anos, o número de mulheres que utilizam anticoncepcionais deverá aumentar em cerca de 40% nos países em desenvolvimento.

Fonte: O Estado de São Paulo – 20/09/00

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