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Puerpério
ou Pós-Parto
É o período pós parto, que começa logo após o nascimento do bebê e estende-se até, mais ou menos, 40 dias após o nascimento do bebê.
Imediatamente após o parto, a equipe da maternidade ficará atenta aos seus sinais vitais, involução uterina e sangramento vaginal por, aproximadamente, 6 horas. Quando suas condições estiverem todas normalizadas, seu bebê será levado para a primeira mamada.
O sangramento vaginal inicialmente será vermelho, ficando rosado até tornar-se um líquido amarelado ou esbranquiçado, que desaparecerá num período de quatro a seis semanas.
As contrações podem ser sentidas por vários dias pois o útero estará se contraindo para voltar ao tamanho normal. Essas contrações podem ser mais intensas durante a amamentação porque o estímulo dos mamilos, provocado pelo bebê ao mamar, libera um hormônio chamado ocitocina, responsável pela contração uterina.
Logo após o parto, pode haver inchaço, principalmente nas pernas, devido à redistribuição de líquidos no organismo e também a um aumento da quantidade de hormônio chamado prolactina, que age na produção do leite. Este edema, desaparece normalmente em 2 ou 3 dias.
A episiotomia pode ser desconfortável nos primeiros dias. É muito importante manter a região sempre limpa, lavá-la com água e sabão e trocar os absorventes íntimos com freqüência. Esses cuidados devem sr mantidos até o final do sangramento.
A menstruação pode voltar a qualquer momento, mas se você estiver amamentando adequadamente, isso demorará mais para acontecer.
A tristeza e uma leve depressão, são comuns após o parto e podem estar ligadas à súbita queda dos níveis hormonais, à fadiga ou outras causa. É importante que você expresse seus sentimentos e angústias para as pessoas que estão mais próximas. Só assim elas terão a oportunidade de poder estar lhe ajudando.
O obstetra deve ser procurado após o parto, independentemente do retorno estabelecido por ele, se ocorrer algum destes sintomas: perda de coágulos de sangue de cor viva, febre, corrimento vaginal cm odor forte, dor no abdome, mamas ou na incisão cirúrgica, depressão forte e prolongada.
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CURIOSIDADE:
Ao nascer, seu bebê terá um peso cerca de 6
bilhões de vezes superior ao da célula-ovo inicial.
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No
Hospital
A
melhor forma de aproveitar sua permanência no Hospital é
descansando e relaxando. Quanto mais descontraída e relaxada
você estiver, melhor para seu bebê. Aproveite para conhecer
mais do seu bebê observando como os profissionais da área
cuidam dos recém-nascidos. Por mais cursos que você tenha
feito, a prática
é sempre diferente. É um momento único e maravilhoso em sua
vida, mas que gera muita ansiedade pois você vai querer sempre
fazer o melhor. Portanto, não se acanhe em procurar aprender
junto a essas pessoas mais experientes como pegar, dar banho,
amamentar, e tirar todas as dúvidas e receios que você possa
estar sentindo. Independentemente de seu alojamento ser conjunto
ou não, lembre-se que quanto antes você começar a cuidar dês
eu bebê, melhor par os dois, e a chegada em casa não fica
parecendo um desafio tão grande, pois você estará se sentindo
bem mais apta e segura.
Outro
ponto importante são as visitas. Por mais feliz que você fique
em receber seus parentes e amigos, lembre-se de poupar-se um
pouco pois isso lhe causará um cansaço a mais. Devido ao
turbilhão de hormônios, é normal sentir-se mais cansada e até
um pouco deprimida. Não se culpe se isso acontecer, pois é
muito comum. Não hesite em pedir ajuda, caso sinta necessidade.
Por
mais envolvida que você esteja com seu bebê e com toda a
novidade da situação, não deixe de se cuidar: pele, unhas,
cabelo. É importante que você se sinta bem consigo mesma e
tenha uma boa aparência.
É
muito fácil para a mãe quando tem um novo filho, esquecer-se
que ela própria precisa de cuidados.
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Cheguei!
Avise todo mundo!
Providencie
com antecedência, uma lista com os nomes e telefones das
pessoas que devem ser avisadas quando o bebê nascer. Deixe-a
com seu marido ou com um parente que ficará encarregado de dar
os telefonemas.
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Primeiras
Horas
Escreva
na Agenda da Mamãe, em um álbum de recordações, ou em outro
local que você escolher, os detalhes da chegada de seu bebê,
pois além de ficar registrado, poderá ser mostrado a ele
quando crescer. Escrever é a melhor maneira de perpetuar uma
emoção que não deve ser esquecida!
Anote
dados como a data do parto, como foi, a que horas nasceu, seu
peso, sua altura, grupo sangüineo, fator Rh, signo e
ascendente, fase da lua. Aproveite para registrar o nome das
pessoas presentes e todos os outros fatos marcantes para
relembrar depois. É interessante guardar o jornal desse dia -
para saber o que estava acontecendo aquele dia - e outras
recordações desta data tão especial.
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O
Recém Nascido
na Sala de Parto
Logo
após o nascimento, o bebê será levado pelo pediatra para a
sala da reanimação, onde será examinado. Esse atendimento
consiste na oxigenação, aquecimento, aspiração
ou retirada de líquido que esteja na boca ou nariz do
bebê, e em um exame físico.
Durante
o exame físico, o pediatra avalia alguns sinais como: freqüência
cardíaca, respiração, tônus muscular, reflexo e cor da pele.
A cada um desses sinais é dada nota de 0 a 2, totalizando 10 e
realizando o índice de Apgar. O índice de Apgar avalia as
condições do recém-nascido no 1o. e no 5o.
minuto de vida.
Além
disso, a enfermagem realizará a identificação do bebê,
laqueará o cordão umbilical, aplicará um colírio de nitrato
de prata para evitar infecção e realizará a pesagem.
Encerrada
esta etapa, o bebê será levado de volta para a mãe na sala de
parto, onde esta receberá do pediatra, as primeiras informações
sobre seu filho.
Seu
filho terá cumprido uma jornada fisicamente cansativa e pode
mostrar sinais normais de cansaço.
Seu
bebê pode estar coberto por uma substancia esbranquiçada
(caseo) que servia de proteção à pele no ambiente líquido do
útero. Sua cabeça talvez tenha um formato estranho devido às
pressões sofridas durante o trabalho de parto e à passagem
através do canal de parto. A pele estará enrugada, as pálpebras
e órgãos genitais inchados e o bebê estará chorando.
Nas
primeiras 6 horas no berçário, o bebê permanece em um berço
aquecido, apenas de fralda, onde são controladas sua respiração
e temperatura. Após essas 6 horas, o bebê é reavaliado pelo
pediatra e encaminhado ao quarto para a primeira mamada.
É
natural que nos primeiros dias ainda no berçário, o bebê
perca por volta de 10% de seu peso original, fundamentalmente
por uma perda de líquidos após o nascimento.
As
primeiras fezes do bebê são chamadas de mecônio. São
pastosas, consistentes, de coloração verde musgo e inodoras.
Em casa, as evacuações
passarão a ser mais freqüentes, mais líquidas, claras e
eliminadas juntamente com gases, sempre inodoras, o que as
diferencia de uma diarréia infecciosa.
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Primeira
Semana em Casa
Geralmente, a primeira visita ao pediatra se dá ao final da segunda semana de vida do bebê, porém o melhor a fazer é entrar em contato com o mesmo para que ele lhe oriente sobre o melhor procedimento a fim de que seu bebê passe a ter um acompanhamento adequado e inicie a vacinação necessária e no tempo certo.
Um estudo realizado na Inglaterra mostrou que mulheres que voltam a trabalhar logo após o parto, sofrem mais de depressão. O estresse e a ansiedade com a nova situação podem leva-la mais facilmente a uma crise. Os especialistas dizem que as mães devem retornar ao trabalho só depois de três meses.
Sob o efeito da depressão, as mulheres podem expressar-se em lágrimas ou agressividade. Seus parceiros no entanto, têm dificuldade em reconhecer a hostilidade como sintoma depressivo e reagem na mesma moeda, piorando a situação.
FATOS MAIS IMPORTANTES: anote os acontecimentos em um diário ou agenda próprios do bebê. --- Depressão
Pós-Parto Embora o nascimento de um filho seja um momento de realizações e alegrias para as mulheres, grande parte passa por alguma forma de depressão após o nascimento do bebê.
Na maioria dos casos, o problema é ameno e se resolve sem precisar de tratamento. É o caso de mulheres que por um curto período de tempo ficam mais sensíveis, cansadas e choronas.
Há vários níveis de depressão relacionada ao nascimento do bebê. A mais comum é a Baby-Blues. Ela atinge de 20% a 30% das mulheres por volta do terceiro ou quarto dia após o parto. A causa geralmente é hormonal. A mãe fica irritada, chorona e levemente deprimida. É um problema transitório, não requer tratamento.
Quando esses sintomas somam-se a outros, persistem e parecem piorar com o tempo, caracteriza-se a depressão puerperal, mais severa e que afeta uma em cada 10 mães. Seu surgimento é mais freqüente no
3º ou 4º mês após o parto. Na depressão puerperal, a mulher pode ficar muito desanimada, apática ou ansiosa, ter excesso de sono ou insônia, falta de desejo sexual, medos, sensação d estar falhando como mãe, ter pensamentos obsessivos e sentimentos ambivalentes em relação ao bebê. Essa depressão, além de causas hormonais, pode ser provocada por fatores sociais. Precisa ser tratada com antidepressivos, que corrigem o metabolismo cerebral, além de terapia.
Quem tiver depressão puerperal uma vez, tem grande chance de desenvolve-la novamente nos próximos partos e mesmo durante a próxima gravidez. Daí a importância do tratamento.
Há ainda um outro estágio de depressão, mais raro e grave, que é a psicose pós-parto. Tem origem numa disfunção biológica. A mãe pode ter reações ainda mais intensas e precisa de supervisão nos cuidados com o bebê, pois há o risco de causar-lhe algum dano físico. Nesses casos, o tratamento pode exigir internação hospitalar e afastamento do bebê, para acelerar a recuperação.
Os antidepressivos podem ser dados sem ter que interromper o aleitamento e até mesmo ser tomados durante a gestação. O importante é a mãe e os familiares à sua volta não resistirem à necessidade do tratamento, já que assim a mulher pode se recuperar mais rápido, mantendo o vínculo cm o bebê.
É que a criança, nos primeiros meses, tem uma maturação cerebral muito rápida, também influenciada pelos estímulos maternos. E esses estímulos, dependendo da situação, podem ser os primeiros a faltar quando a mãe se deprime.
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